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Enquanto não tenho nem tempo nem criatividade para postar uma nova história do Lothar, segue algo que tenho trabalhado: Bibliotecas estatísticas para C#.

Como ainda não achei nenhuma completa e de graça, sigo ampliando a biblioteca mais completa que consegui acessar:

http://www.codeproject.com/Articles/8750/A-computational-statistics-class

Abaixo segue a mesma biblioteca com a implementação dos métodos de cálculos do coeficientes de correlação de Pearson e Spearman. Pretendo ainda implementar as correlações de Kendall e o valor de Determinação (r²). Para pegar o arquivo, clique aqui.

Um texto que saiu há muito tempo na Folha de Aquitânia, jornal micronacional do Império Ultramarino de Sinon. O original pode ser lido aqui.

Província Imperial de Aquitânia, Maio de 2003 – Edição nº12

CLARICE

Ricardo Hokstein

Clarice era uma garota conscientizada. Sempre estava presente em manifestações públicas, debates, rodas de conversa. Bastava alguém trazer o assunto política à tona que Clarice já lançava no meio de todos, como uma bomba: “A culpa é desse governo corrupto que está aí”. E ai de quem a contradissesse! “A saúde está sucateada, a educação está sucateada, a segurança está sucateada”. E se o pobre coitado ainda pedisse provas ou exemplos, ouviria o golpe de morte. “Você é um alienado! Filhinho de papai, só pensa em você mesmo! Não discuto com alienados!”

Com Clarice era assim mesmo. Ela matava a cobra e mostrava o pau. “Enquanto milhões passam fome, esses burgueses filhinhos de papai desperdiçam comida”, dizia Clarice com a boca cheia de cachorro-quente, cuspindo quetichupe em seu interlocutor. Seus amigos, aliás, eram a fina flor da sociedade jovem conscientizada. Todos ouviam música nacional, que ouvir norte-americano é coisa de alienado. Muito rock nacional, pop nacional, rap nacional, hardcore nacional… Só compravam suas calças jeans, seus piercings, seus compact disks ou seus skates em lojas do underground – comprar em loja de departamento é coisa de filhinho de papai.

Como bons jovens conscientizados, Clarice e seus amigos sempre marcavam presença nas manifestações. Não importa o tipo: de greve dos taquígrafos do Judiciário a passeata pela preservação das tartarugas marinhas, Clarice podia ser vista em todos eles, com cartazes alusivos ao tema do movimento e gritando suas palavras de ordem contra “esse governo corrupto que está aí”. Ela adorava esses dias. Gritava a valer, xingava todos os governantes, dançava, pulava, tirava fotos, parecia carnaval! E a turma sempre ia a um barzinho no final do “expediente”.

“É preciso lutarmos pelos interesses do povo! O povo não pode ficar sem defesa diante desse governo corrupto que está aí. O povo sofre e precisa de nosso apoio!”, dizia Clarice a seus amigos, na varanda de seu apartamento no 20° andar, com vista para o mar. A culpa do sofrimento do povo? Esse governo corrupto que está aí, claro, e Clarice repetia isso para todos ao seu redor, até para o flanelinha a quem dava 50 centavos para cuidar de seu carro na faculdade.

Mas Clarice gostava mesmo era de ouvir as estórias de seu pai. À noite, antes de dormir, ela pedia que ele lhe contasse sobre sua juventude durante a ditadura. Clarice adorava ouvir sobre as perseguições, as lutas contra a opressão do governo, as fugas da polícia. Nossa, muita adrenalina! Escutando seu pai, ela se imaginava vivendo naquele tempo, participando de passeatas agitadas e perigosas, fugindo do exército e, inevitavelmente, liderando uma grande revolução que daria o poder ao povo.

Devia ser mesmo um momento mágico, pensava Clarice. No qual os jovens eram muito mais conscientes. As ruas vibravam com a energia dessa juventude revolucionária. Os poderosos viviam com medo da onda popular que a qualquer momento se levantaria. Os rebeldes se reconheciam na rua e, ainda que não trocassem uma palavra, seu olhar já muito dizia. Uma verdadeira fraternidade. E hoje, democracia prá que? Pode-se fazer tudo e não se faz nada. Os jovens perderam o viço da rebeldia, aceitam tudo que lhes fazem sem contestação. Clarice dormia e sonhava num retorno ao passado de glória da moçada politicamente consciente, como nos tempos da ditadura.

Ah, a ditadura…

Esse é um texto muuuuito antigo, que publiquei num antigo blog que eu possuia.

Exércitos perfilados. Cavalos relincham, espadas batem…. e um silêncio profundo sacode a alma. O vento do início da primavera sopra e o campo é de um verde brilhante.
De cima dos cavalos, homens nobres observam a massa humana do outro lado do campo. Seus anéis e coroas brilham sob o sol. Eles sabem que são a última fonteira entre o mundo civilizado e a orla de seres monstruosos que vieram das terras do outro lado do Mediterrâneo.

Os homens nobres se olham nos olhos pela ultima vez, e com um aceno de cabeça fazem gestos de respeito à mortos ainda vivos. A morte é certa, assim como a lealdade e o dever de ficar e lutar. Que vida teriam sob julgo daqueles infiéis? São herdeiros dos Césares e não podem simplismente entregar as terras conquistadas sob o estandarte vermelho.

Um ultimo suspiro e começa o trote dos cavalos. O trote vira galope e o galope a corrida desembestada. Espadas são brandidas e gritos de bravura dados.

Do outro lado Gibraltarik balança a cabeça. Poderiam vir lentamente e sentariam com ele para tomar chá e comer um carneiro.

O sacrifício é outro e o fim certo. A honra e a glória, muitas vezes tem gosto de sangue.

Video feito em parceria com o Movimento Viva Brasil (http://www.mvb.org.br/).

Abaixo segue a versão original:

Existe, em teoria dos jogos, um conceito que se chama payoff que, de maneira geral, expressa “o quanto vc vai lucrar” ou ficar satisfeito com aquela ação. É o balanço entre o que vc “gastou” e o quanto vc “recebeu”. Dos bandidos aos governos ditatoriais, todos fazem esse balanço para tomarmos nossas atitudes, e sempre optamos pelo maior ganho (ou no menor prejuizo) possivel.

As forças armadas não existem pra nos defender, tão pouco para entrarmos em guerra. Servem apenas para sinalizar que, caso algum país se atreva a entrar em combate, este pode até vencer, mas os prejuizos serão maiores que os ganhos. É algo que os militares chamam de “poder de dissuasão”. É assim também que funcionam as armas nucleares, dentro das estratégias de brinkmanship.

Armas nas mãos dos civis aumentam os “gastos” dos agressores, principalmente se as vitimas estiverem realmente dispostas a reagir. Uma vítima bem armada e disposta a reagir diminui o payoff dos bandidos.

Há de se considerar, ainda dentro da teoria dos jogos, o argumento de que a população armada levaria ao aumento da violência por parte dos bandidos. Isso, entretanto, não condiz totalmente com a realidade, uma vez que, entre a escolha de enfrentar um possivel cidadão armado e optar por um crime de menor risco, o meliante sempre optará pelo crime de menor risco. Desta forma, os assaltos sofreriam uma redução, enquanto os furtos e os arrombamentos aumentariam proporcionalmente, em função da migração da atuação criminosa.

Bandidos bem armados e vítimas desarmadas aumentam o payoff dos bandidos. Nesta ultima situação, quando se somam uma politica de segurança pública deficiente, um judiciário lento e um arcabouço jurídico que propicia o bandido o payoff é estratosférico. Em outras palavras: o crime passa a compensar.

Artigos:

faculty.psdomain.ucdavis.edu/rstaylor/papers/A Game Theoretic Model of Gun Control.pdf

 

Anschluss

Desde o começo de abril de 1938 a unidade de Lothar permanece de prontidão. Todos os veículos de transportes permanecem no pátio principal, enquanto a tropa, impedida de deixar o quartel, realiza exercícios constantes de mobilização – “a qualquer hora a ordem de Berlim chegará” – repetia Niederlande aos oficiais nos informes matinais. No informe do dia 11 de abril, entretanto, Niederlande anucia a ordem emitida pelo alto comando alemão.

-Senhores! Reunam suas tropas! Partiremos para a Austria.

Iniciou-se um murmúrio, que virou lamento, que virou debate.

-Major: nosso batalhão não está pronto para partir – gritou Adolf Lehm.

-Herr Oberstleutnant, estivemos mobilizados todo este tempo e só agora o senhor me diz estas coisas? Tivemos tempo para solicitar equipamentos, armas e munições! Seu tempo acabou, por isso, coloque sua tropa em forma!

-Faltam-nos pelo menos mais três companhias de infantaria para podermos concluir a missão que nos é imposta -  gritou um major no fundo da sala.

A discussão generalizou-se, e Lothar deixou a sala. Foi colocar seus soldados em forma, próximo aos caminhões.

Musica composta para o Duque de Caxias (marechal Luiz Alves de Lima e Silva), patrono do Exército Brasileiro.  Sobre ele, o exército tem uma página, que pode ser vista clicando aqui. A musica pode ser baixada da página do Exército, clicando aqui.

 

Sobre a história da Pátria, ó Caxias,
Quando a guerra troveja minaz,
O esplendor do teu gládio irradias,
Como um íris de glória e de paz.

Salve, Duque Glorioso e sagrado
Ó Caxias invicto e gentil!
Salve, flor de estadista e soldado!
Salve, herói militar do Brasil.

Foste o alferes, que guiando, na frente,
O novel pavilhão nacional,
Só no Deus dos exércitos crente,
Coroaste-o de louro imortal!

Salve, Duque Glorioso e sagrado
Ó Caxias invicto e gentil!
Salve, flor de estadista e soldado!
Salve, herói militar do Brasil.

Do teu gládio sem par, forte e brando,
O aro de ouro da paz se forjou,
Que as províncias do Império estreitando
A unidade da Pátria salvou.

Salve, Duque Glorioso e sagrado
Ó Caxias invicto e gentil!
Salve, flor de estadista e soldado!
Salve, herói militar do Brasil.

Em teu nome, ó Caxias, se encerra
Todo ideal do Brasil militar:
Uma espada tão brava na guerra,
Quã fecunda na paz a brilhar!

Salve, Duque Glorioso e sagrado
Ó Caxias invicto e gentil!
Salve, flor de estadista e soldado!
Salve, herói militar do Brasil.

Tu, que foste, qual fiel condestável,
Do dever e da lei o campeão
Sê o indígete sacro o inviolável,
Que hoje inspire e proteja a Nação!

Salve, Duque Glorioso e sagrado
Ó Caxias invicto e gentil!
Salve, flor de estadista e soldado!
Salve, herói militar do Brasil.

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