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Esse é um texto muuuuito antigo, que publiquei num antigo blog que eu possuia.

Exércitos perfilados. Cavalos relincham, espadas batem…. e um silêncio profundo sacode a alma. O vento do início da primavera sopra e o campo é de um verde brilhante.
De cima dos cavalos, homens nobres observam a massa humana do outro lado do campo. Seus anéis e coroas brilham sob o sol. Eles sabem que são a última fonteira entre o mundo civilizado e a orla de seres monstruosos que vieram das terras do outro lado do Mediterrâneo.

Os homens nobres se olham nos olhos pela ultima vez, e com um aceno de cabeça fazem gestos de respeito à mortos ainda vivos. A morte é certa, assim como a lealdade e o dever de ficar e lutar. Que vida teriam sob julgo daqueles infiéis? São herdeiros dos Césares e não podem simplismente entregar as terras conquistadas sob o estandarte vermelho.

Um ultimo suspiro e começa o trote dos cavalos. O trote vira galope e o galope a corrida desembestada. Espadas são brandidas e gritos de bravura dados.

Do outro lado Gibraltarik balança a cabeça. Poderiam vir lentamente e sentariam com ele para tomar chá e comer um carneiro.

O sacrifício é outro e o fim certo. A honra e a glória, muitas vezes tem gosto de sangue.

Video feito em parceria com o Movimento Viva Brasil (http://www.mvb.org.br/).

Abaixo segue a versão original:

Existe, em teoria dos jogos, um conceito que se chama payoff que, de maneira geral, expressa “o quanto vc vai lucrar” ou ficar satisfeito com aquela ação. É o balanço entre o que vc “gastou” e o quanto vc “recebeu”. Dos bandidos aos governos ditatoriais, todos fazem esse balanço para tomarmos nossas atitudes, e sempre optamos pelo maior ganho (ou no menor prejuizo) possivel.

As forças armadas não existem pra nos defender, tão pouco para entrarmos em guerra. Servem apenas para sinalizar que, caso algum país se atreva a entrar em combate, este pode até vencer, mas os prejuizos serão maiores que os ganhos. É algo que os militares chamam de “poder de dissuasão”. É assim também que funcionam as armas nucleares, dentro das estratégias de brinkmanship.

Armas nas mãos dos civis aumentam os “gastos” dos agressores, principalmente se as vitimas estiverem realmente dispostas a reagir. Uma vítima bem armada e disposta a reagir diminui o payoff dos bandidos.

Há de se considerar, ainda dentro da teoria dos jogos, o argumento de que a população armada levaria ao aumento da violência por parte dos bandidos. Isso, entretanto, não condiz totalmente com a realidade, uma vez que, entre a escolha de enfrentar um possivel cidadão armado e optar por um crime de menor risco, o meliante sempre optará pelo crime de menor risco. Desta forma, os assaltos sofreriam uma redução, enquanto os furtos e os arrombamentos aumentariam proporcionalmente, em função da migração da atuação criminosa.

Bandidos bem armados e vítimas desarmadas aumentam o payoff dos bandidos. Nesta ultima situação, quando se somam uma politica de segurança pública deficiente, um judiciário lento e um arcabouço jurídico que propicia o bandido o payoff é estratosférico. Em outras palavras: o crime passa a compensar.

Artigos:

faculty.psdomain.ucdavis.edu/rstaylor/papers/A Game Theoretic Model of Gun Control.pdf

 

Anschluss

Desde o começo de abril de 1938 a unidade de Lothar permanece de prontidão. Todos os veículos de transportes permanecem no pátio principal, enquanto a tropa, impedida de deixar o quartel, realiza exercícios constantes de mobilização – “a qualquer hora a ordem de Berlim chegará” – repetia Niederlande aos oficiais nos informes matinais. No informe do dia 11 de abril, entretanto, Niederlande anucia a ordem emitida pelo alto comando alemão.

-Senhores! Reunam suas tropas! Partiremos para a Austria.

Iniciou-se um murmúrio, que virou lamento, que virou debate.

-Major: nosso batalhão não está pronto para partir – gritou Adolf Lehm.

-Herr Oberstleutnant, estivemos mobilizados todo este tempo e só agora o senhor me diz estas coisas? Tivemos tempo para solicitar equipamentos, armas e munições! Seu tempo acabou, por isso, coloque sua tropa em forma!

-Faltam-nos pelo menos mais três companhias de infantaria para podermos concluir a missão que nos é imposta -  gritou um major no fundo da sala.

A discussão generalizou-se, e Lothar deixou a sala. Foi colocar seus soldados em forma, próximo aos caminhões.

Musica composta para o Duque de Caxias (marechal Luiz Alves de Lima e Silva), patrono do Exército Brasileiro.  Sobre ele, o exército tem uma página, que pode ser vista clicando aqui. A musica pode ser baixada da página do Exército, clicando aqui.

 

Sobre a história da Pátria, ó Caxias,
Quando a guerra troveja minaz,
O esplendor do teu gládio irradias,
Como um íris de glória e de paz.

Salve, Duque Glorioso e sagrado
Ó Caxias invicto e gentil!
Salve, flor de estadista e soldado!
Salve, herói militar do Brasil.

Foste o alferes, que guiando, na frente,
O novel pavilhão nacional,
Só no Deus dos exércitos crente,
Coroaste-o de louro imortal!

Salve, Duque Glorioso e sagrado
Ó Caxias invicto e gentil!
Salve, flor de estadista e soldado!
Salve, herói militar do Brasil.

Do teu gládio sem par, forte e brando,
O aro de ouro da paz se forjou,
Que as províncias do Império estreitando
A unidade da Pátria salvou.

Salve, Duque Glorioso e sagrado
Ó Caxias invicto e gentil!
Salve, flor de estadista e soldado!
Salve, herói militar do Brasil.

Em teu nome, ó Caxias, se encerra
Todo ideal do Brasil militar:
Uma espada tão brava na guerra,
Quã fecunda na paz a brilhar!

Salve, Duque Glorioso e sagrado
Ó Caxias invicto e gentil!
Salve, flor de estadista e soldado!
Salve, herói militar do Brasil.

Tu, que foste, qual fiel condestável,
Do dever e da lei o campeão
Sê o indígete sacro o inviolável,
Que hoje inspire e proteja a Nação!

Salve, Duque Glorioso e sagrado
Ó Caxias invicto e gentil!
Salve, flor de estadista e soldado!
Salve, herói militar do Brasil.

Hino composto em homenagem a batalha de guararapes, que expulsou os holandeses do Brasil, onde teoricamente teria sido forjado o sentimento nacional com a união do povo brasileiro (o branco, o negro e o índio) contra o inimigo. O original é do site do Exército, e a musica (executada pelo 24º batalhão de caçadores) pode ser baixada aqui.

Desta gente soma e parcela,
No presente seu futuro faz,
É vontade que luta e zela
Pela ordem, segurança e pela paz
Responsável, moderna liderança,
Braço forte, defesa destemida,
Na coragem, lealdade e confiança,
Ao irmão a mão amiga estendida.

Fusão de raças, forte semente,
Em Guararapes pujante surgiu,
Presença nacional no continente,
É a Força Terrestre do Brasil,
É a Força Terrestre do Brasil.

 
Reverente à ordem e à disciplina,
O Exército constrói a sua história,
Suas armas, ciência e doutrina,
Seu passado de luz e de glória.
De Caxias e do estelar cruzeiro,
Sabre honrado voltado à missão,
Povo bom, valente, altaneiro,
Verde-Oliva vestindo o coração.
Fusão de raças, forte semente,
Em Guararapes pujante surgiu,
Presença nacional no continente,
É a Força Terrestre do Brasil,
É a Força Terrestre do Brasil.

Eu, particularmente, duvido que D. Pedro I tenha escrito a letra. Retirado do site do exército e a musica pode ser baixada clicando aqui, executada pela banda do 24º Batalhão de caçadores.

Já podeis da Pátria filhos,
Ver contente a mãe gentil;
Já raiou a liberdade
No horizonte do Brasil
Já raiou a liberdade,
Já raiou a liberdade
No horizonte do Brasil.
Brava gente brasileira!
Longe vá temor servil
Ou ficar a Pátria livre
Ou morrer pelo Brasil;
Ou ficar a Pátria livre,
Ou morrer pelo Brasil.

Os grilhões que nos forjava
Da perfídia astuto ardil,
Houve mão mais poderosa,
Zombou deles o Brasil;
Houve mão mais poderosa
Houve mão mais poderosa
Zombou deles o Brasil.

Brava gente brasileira!
Longe vá temor servil
Ou ficar a Pátria livre
Ou morrer pelo Brasil;
Ou ficar a Pátria livre,
Ou morrer pelo Brasil.

 

Não temais ímpias falanges
Que apresentam face hostil;
Vossos peitos, vossos braços
São muralhas do Brasil;
Vossos peitos, vossos braços
Vossos peitos, vossos braços
São muralhas do Brasil.
Brava gente brasileira!
Longe vá temor servil
Ou ficar a Pátria livre
Ou morrer pelo Brasil;
Ou ficar a Pátria livre,
Ou morrer pelo Brasil.

Parabéns, ó brasileiros!
Já, com garbo juvenil,
Do universo entre as nações
Resplandece a do Brasil;
Do universo entre as nações
Do universo entre as nações
Resplandece a do Brasil.

Brava gente brasileira!
Longe vá temor servil
Ou ficar a Pátria livre
Ou morrer pelo Brasil;
Ou ficar a Pátria livre,
Ou morrer pelo Brasil.

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